A história do Mercado Público de Florianópolis

 

 

O Mercado Público de Florianópolis é um dos principais pontos turísticos da cidade. Valorizado como patrimônio artístico, histórico e arquitetônico da Ilha de Santa Catarina. A sua história começa antes mesmo da construção de qualquer estrutura física, entre os séculos XVII e XIX os Ilhéus, donos de barraquinhas, comercializavam diversos tipos de produtos na praia em frente à atual praça XV de Novembro, entrada da cidade. Eram mascates, oleiros, pescadores e colonos da Ilha que ali ficavam comercializando seus produtos e abastecendo navios que seguiam em direção ao Rio do Prata e ao oceano Pacifico.

 

Com a notícia de uma visita ilustre do imperador Dom Pedro II, em 1845, a história desses comerciantes começou a mudar. Para evitar que a majestade visse as precárias condições de higiene e segurança alimentar com que os produtos eram comercializados na entrada da ilha, as barraquinhas foram retiradas do local, com a promessa de que elas seriam enviadas para o outro lado do rio da Bulha, canal da Avenida Hercílio Luz, para mais tarde discutir um destino melhor para esses comerciantes. Então, apenas em 1848 foi aprovada uma lei para a construção do mercado, que ficaria localizado no Largo do Palácio, à beira mar. O governo provincial foi autorizado a fazer uma loteria em beneficio da construção do mercado, mas apesar de conseguir arrecadar o dinheiro o montante não foi o suficiente, existem relatos de que a obra ficou parada do final do ano de 1849 até o começo de 1850, por falta de dinheiro. Então em março de 1850 foi aprovada uma lei que autorizou o presidente da província a contrair um empréstimo para a conclusão das obras. Com isso em janeiro de 1851 a conclusão da obra foi alcançada e o mercado público inaugurado.

 

A falta de espaço para que os pescadores vendessem seus peixes e os colonos vendessem suas colheitas faz com que fosse construído outro galpão ao lado do primeiro mercado público, o galpão do peixe, inaugurado em 1891. Mas, o mercado público continuou com os problemas higiênicos e sociais que as barraquinhas de rua enfrentavam. Isso porque a construção do mercado foi de fato apenas a modificação do espaço físico aonde se encontravam as barracas. Mesmo com inúmeros regulamentos que visavam melhorar as condições do mercado público e os grupos sociais que o frequentavam, a situação só começou após a proclamação da república, onde foram definidas uma série de medidas que visavam deixar Florianópolis conhecida como cidade moderna, civilizada e limpa.

 

É justamente nesse contexto em que se constrói o novo prédio do mercado público, inaugurado em 5 de fevereiro de 1899, pelo superintendente municipal Raulino Horn. O novo mercado modificou toda a experiência que até então os ilhéus tinham vivido, com iluminação a gás acetileno e com o regulamento interno mais completo e rígido o Marcado logo agradou a população e mídia. Em janeiro de 1931 foi inaugurada a ala Sul do mercado público, que passou a ser utilizada especificamente para a venda de carnes e pescados. Na mesma década foram realizadas obras de na rede de encanamento e a construção de três câmaras frigoríficas, o que também foi um passo grande na história do mercado, antes disso os peixes eram vendidos apenas na parte da manhã, quando começavam a se deteriorar eles eram descartados. O frigorifico funcionou até o ano de 1988, já que a prefeitura havia realizou novas obras no prédio e cada proprietário do box adquiriu seu próprio sistema de refrigeração. Outra grande transformação de cenário vivida pelo mercado municipal de Florianópolis foi nos anos 70, com a construção do aterro da Baía Sul e da ponte Colombo Salles.  A partir daí os alimentos e utensílios que eram comercializados no mercado passaram a chegar através de veículos. Nos anos 80 foi criada a Associação dos Comerciantes e Varejistas do Mercado Público de Florianópolis e ocorreu o tombamento do prédio, como patrimônio histórico municipal, que assegura a sua permanência e conservação.  Ainda na mesma década o prédio passou por uma reforma que durou cinco anos, finalizada em 1988.

 

 

O episódio mais dramático em toda a história do mercado aconteceu no dia 19 de agosto do ano de 2005, onde um forte incêndio se alastrou por todo interior da ala norte, que teve que ser reconstruída.

 

A última grande reforma do mercado público foi iniciada em novembro de 2013 e finalizada recentemente, no dia 5 de agosto de 2015. O Mercado teve que ser praticamente reconstruído, preservando-se os mesmo conceitos arquitetônicos antigos. Com essa última reforma já inaugurada o Mercado já está aberto e funciona das 7h às 19h em dias úteis e das 7h às 14h aos sábados. Os bares poderão funcionar em dias úteis até 22h e, nos fins de semana e feriados até às 17h.